Empresa da Incubadora cria primeiro banco de células-tronco veterinária do RJ

Empresa da Incubadora cria primeiro banco de células-tronco veterinária do RJ

02/05/2016

Fonte: O Dia |

Não é novidade para ninguém que os pets estão cada vez mais sendo tratados como humanos e considerados membros da família. Claro, não podia ser diferente. Mas, esses cuidados estão indo muito além dos mimos, que eles merecem, lógico.

A preocupação com a saúde dos animais domésticos também tem despertado nos tutores a mesma atenção que os pais dão aos filhos e que temos com pessoas que amamos.

E não estamos sozinhos nessa. O mercado pet, sempre antenado a essas necessidades, cada dia nos apresenta uma novidade. Uma delas é o primeiro banco de células-tronco mesenquimais para o tratamento veterinário do estado do Rio. O laboratório foi criado pela Cellen, empresa residente da Incubadora de empresas da Coppe/UFRJ.

O banco vai atender a cães, gatos e equinos. A empresa ainda não está comercializando as células tronco, o que deve acontecer ainda esse semestre, mas já está armazenando o material. O trabalho está sendo feito por quatro profissionais, entre eles a diretora da empresa, a médica veterinária com doutorado em Ciências Veterinárias, Luciana Figueiredo.

A novidade é uma esperança para os animais que sofrem de doenças como paralisia, displasia coxofemural, óesteo artrite, problemas nos tendões e ligamentos, dermatite atópica, cerato conjuntivite seca, doenças auto imunes como diabetes tipo I, lúpus, autoimunes e outras.

Que o diga o cão Niltinho que voltou a andar após ser submetido ao tratamento com células-tronco. Ele tinha uma lesão na medula espinhal. Luciana, porém, faz questão de ressaltar que cada caso é um caso, mas também garante que os resultados têm sido excepcionais.

Para montar o banco foram três anos de pesquisa, que vão continuar sendo feitas. Luciana conta que a ideia surgiu a partir dos trabalhos desenvolvidos com células-tronco em humanos. E a coleta do material e o tratamento são semelhantes ao dos homens.

A doutora afirma que qualquer animal, desde que esteja saudável, pode doar material e não paga nada para isso. Mas se o tutor quiser armazená-lo para que possa usar no futuro, caso precise, tem que pagar uma anuidade.

Já o tutor que necessitar que seu pet faça um transplante vai ter que coçar um pouco o bolso. Cada aplicação custa R$ 1 mil e, de acordo com Luciana, o recomendado é, no mínimo, duas aplicações. Mas, não há nada que não façamos por eles, não é?