Brasil deve liderar performance do mercado eólico na América Latina

Brasil deve liderar performance do mercado eólico na América Latina

09/04/2014

Fonte: Jornal da Energia | 

O Conselho Global de Energia Eólica (GWEC) divulgou o relatório Global Wind Report – Annual Market Update, atualizando o status da indústria global, juntamente com as projeções do mercado para os anos 2014-2018. Nesse período, o Brasil deverá ter um crescimento exponencial nos próximos dois anos, liderando a performance da América Latina, e passando a integrar, muito em breve, o ranking dos dez maiores países produtores de energia eólica.
Globalmente, o Conselho espera instalações de, pelo menos, 47 GW em 2014, um aumento em relação aos níveis de 2013. O mercado será liderado por China, mas com forte recuperação no mercado dos EUA, instalações recorde no Canadá e no Brasil e centenas de MW na África do Sul. “O mercado mundial está de volta no caminho certo para 2014”, disse Steve Sawyer, secretário-geral do GWEC.
No entanto, o GWEC advertiu que, sem uma política climática global forte, é improvável que o crescimento do mercado retome a média de 20 a 25%, que o marcou nas últimas duas décadas. “A energia eólica tornou-se, hoje, uma tecnologia tradicional e parte central do desenvolvimento do mercado de energia elétrica, em um número crescente de países”, continuou Sawyer. “Entretanto, para que a indústria atinja seu pleno potencial, é essencial que os governos levem a sério a mudança climática, e logo.”
Sobre o crescimento no Brasil, a presidente executiva da Abeeólica, Elbia Melo , destaca que “a energia eólica tem um futuro promissor no País e se tornou parte fundamental na composição da matriz elétrica brasileira. Tivemos um excelente ano em 2013, no que se refere às contratações da fonte nos leilões, e nossa perspectiva continua muito positiva para 2014. Um número bem conservador aponta para, no mínimo, 2 GW de energia eólica este ano. Além de garantir mercado, via participação nos leilões, 2014 será muito importante para o setor eólico brasileiro, visto que colocaremos em operação 4 GW até o final do ano”.